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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Bater no fundo dos fundos

A época desportiva está a ser horrível para o FC Porto. Pinto da Costa até deu uma entrevista, há alguns dias, em que dizia "batemos no fundo". Foi motivo para humor, naturalmente (Pinto da Costa admite que FC Porto “bateu no fundo” e encontrou lá João Soares; Pinto da Costa reconhece que ‘batemos no fundo’ e anuncia que FC Porto vai pedir assistência ao FMI), mas não era verdade. É que, logo a seguir, descemos ainda mais baixo: Emídio Gomes foi anunciado como vice-presidente e perdemos com o Paços de Ferreira, em apenas dois dias. E, ontem, foi o Público, o baluarte do bem escrever na ortografia patriótica, que colocou o último tijolo na nossa depressão: decretou esta época como uma das "mais piores da história do clube". Se escavarmos mais chegamos à Nova Zelândia.


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Mais uma vez, obrigado ao FV, sempre atento aos frequentes disparates linguísticos deste jornal.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O homem mordeu o cão.

Ao ver as capas dos jornais de hoje parece-me que, futebolisticamente falando, o homem mordeu o cão.
 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Que estranha forma de rotatividade

Que estranha forma de vida.
(De um poema de Amália Rodrigues).

 Que estranha forma de rotatividade.
(De um problema de Julen Lopetegui).





sábado, 31 de outubro de 2015

Portugal, frente e verso

Numa recente passagem por Singapura, dois motoristas de táxi mostraram-me Portugal visto de longe e de duas perspetivas bem contrastantes.
Na ida do aeroporto para o hotel: Ah! Portugal! Cristiano Ronaldo, Mourinho! Vem do Porto? FC Porto! Casillas! Vinte minutos disto.
Na ida do hotel para o aeroporto: Ah! Portugal! Macau, Goa, Malaca! Navegação e Descobertas, Vasco da Gama. Vai para Timor-Leste? Holandeses e portugueses, indonésios, Ramos Horta!

Enfim, cada um a seu gosto. Ambos conduziram com cuidado.


quinta-feira, 21 de maio de 2015

O poder das palavras: Schuldgefühl


O homem disse estas palavras simples: "Dou os parabéns a todos os que contribuíram para que o Benfica seja campeão".

Incendiou-se a imprensa, que denunciou segundas intenções. Vieram as hordas de comentadores, opinadores e locutores, remoendo a frase. Os humoristas do regime ironizaram, bem alinhadinhos no mainstream. A turba vociferou nas ruas e nas redes sociais.

Não conseguiram conter o enorme sentimento de culpa e libertaram a besta recalcada. Acabou assim.


Os psicanalistas explicarão isto. O homem deu os parabéns aos que contribuíram para a vitória. Só isso.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Masoquismo

Gosto de me atormentar, e com a ajuda do meu amigo Kostas X aqui fica algo pornográfico.


Se já aconteceu com gregos, qual o significado que pode ter perder por 6-1 com uns super-alemães?



Glória, ainda assim, para António Oliveira e Jackson Martínez. E não deixo de recordar que, naquela eliminatória de 1978, demos 4-1 aos gregos na segunda mão - foi a primeira vitória (de sempre e de muitas) do FC Porto na Taça dos Campeões Europeus.

terça-feira, 21 de abril de 2015

O plano

O Partido Socialista apresentou hoje parte do seu programa eleitoral (por favor, não confundir com o programa de governo que se seguirá), embora, por prudência e calculismo, não lhe chamasse isso. Como as minudências não me interessam, já que não sou um desses reputados economistas para quem um défice de zeronove daqui a meia dúzia de anos é muito diferente de zerooito, dei uma vista de olhos por alto, concentrando-me no cenário macroeconómico.

Sinceramente, aquilo pareceu-me um plano à Lopetegui: eliminamos o Bayern, passamos às meias-finais da Champions League e, com o embalo, esmagamos o Sport de Lisboa no domingo. Depois, ganhar o campeonato nacional é apenas uma formalidade.

Infalível.


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Foram. Fizeram.

Hoje foram o que era preciso ser e fizeram o que tinham que fazer.


Aprilfest



Para jogar como em 1987 é preciso, acima de tudo, valentia. Com aquela valentia, pode até jogar-se de forma cobarde e nem merecer ganhar - o que importa é não admitir, nem por um minuto, que "eles" ganhem.

Mas as armas que temos hoje não são as de há quase trinta anos. A um grupo de mercenários não se pode pedir o mesmo que davam os que jogavam com espírito de voluntários milicianos. Onde Brahimi é um artista, Madjer era um visionário. Danilo será um galático, mas João Pinto era o Capitão que vinha de outra dimensão. Casemiro corre, mas André chegava sempre primeiro. Óliver pode fazer malabarismos, mas Futre era completamente louco.

O que vos pedimos, hoje, é não sejam vocês mesmos, não sejam o que têm sido - mesmo nos melhores momentos. Pensem antes que são os sobreviventes de uma aventura épica e que têm, novamente, que salvar o mundo.

Ou não pensem: façam. No fim do jogo podem voltar ao relvado para apanhar a pele.




domingo, 22 de fevereiro de 2015

Visionários portugueses, 2: Pinto da Costa

"Um português na FIFA? Preferia um estrangeiro na FPF."

Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do FC Porto (entrevista a O Jogo, 22 de fevereiro de 2015)






domingo, 14 de dezembro de 2014

Adepto delicatessen


Eu sou um adepto tipo delicatessen.

Para mim, amante de iguarias requintadas, já só contam as vitórias sobre as equipas de Lisboa ou triunfos internacionais. Campeonatos nacionais ganhos por sul-americanos não me fazem vibrar.

Por isso, este Flopetegui e os seus jogadores de língua castelhana, ou ganham a Liga dos Campeões ou podem ir todos para a PqP.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O futebol visto... de longe

Longe, lá pelo extremo oriente, fiquei muito preocupado com a má campanha do FC Porto na Champions League deste ano, contrastando com o brilho de um Rui Patrício ou de um Júlio César. Sei lá, isto de estar abaixo do Equador, a gente vê tudo de pernas para o ar. Felizmente, a imprensa portuguesa mostra-nos a luz.



PS: para os menos informados, saibam que o FC Porto não perdeu nem por dois nem por três - empatou 2-2. A esta imprensa fica bem aqui um "vão para a puta que os pariu".

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Citando o povo...


Pedalar despreocupadamente em tardes frias, como a de hoje, permite escutar a genuína e sábia voz do povo. Eis dois exemplos, ouvidos de passagem em fugazes cruzamentos, que há pouco chamaram a minha atenção.

1. A jovem, de idade incerta (treze, quinze anos?), caminhava ao lado do senhor idoso, guiando-o pelo braço. Este gesto, os cuidados no caminhar, a voz suave com que falava com o seu, estou em crer, avô, contrastavam com a indumentária, (des)composta pelos habituais calções+t shirt justíssimos. Ao passar pelo par ouvi o que ela dizia: "... deve-lhe ter assentado mal. Eu também, quando a comida não me cai, fico com muitas dores de 'caveça'..."

2. Outro par, mais um contraste de gerações, este provavelmente de mãe e filho. Dizia o homem, em calções e carregado com as cadeiras de praia: "... mas o tempo aqui também se presta muito a estas mudanças, e daí veio o mito do Algarve..."

PS: não quero deixar também de dar o meu contributo, dizendo que Lille é uma cidade que nunca me agradou muito e, por isso, vamos lá cambada, é arrasar com eles!


sábado, 3 de maio de 2014

Tiki-taka

UM
O FC Porto Vintage está nas meias finais da Liga Fertibéria 2014, um torneio ibérico de futebol para veteranos. Os que derrotaram, ontem, o Deportivo da Corunha: Silvino, Pedro Mendes, Maniche, Rui Barros (cap.), Capucho,  Zé Carlos, Mário Silva, Bino e Bandeirinha.

O que é dramático é que na Liga Fertibéria 2024, o FC Porto Vintage de então não conseguirá formar uma equipa. A menos que os estrangeiros que todos adoramos tenham um súbito ataque de clubismo azul e branco.


DOIS
Esta época futebolística marca realmente um virar de ciclo, ou lá como o mundo benfiquista chamou ao ano desastroso dos azuis e brancos.
A "maré vermelha", a festa infinita, a alegria sem fim, instalaram-se definitivamente na imprensa e no mundo dos "notáveis", mas não se veem na rua.
Onde está a alegria do povo?

Deve ser efeito da demografia...


quarta-feira, 16 de abril de 2014

O futebol visto por... um saudosista.

Tenho saudades de uma boa derrota épica, com os jogadores a esfarrapar-se. Tipo "afundamos, mas não podíamos nada contra as forças cósmicas". Assim, como quem luta desesperadamente contra um buraco negro:


Infelizmente, entre a basófia, a ganância, a mediocridade, a incompetência e a velhice senil, estamos reduzidos a um vórtice mais prosaico...


sexta-feira, 4 de abril de 2014

The stuff Legends are made of

Não sei qual era a pergunta, mas é destas respostas que se fazem as lendas.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O futebol visto por um ranhoso

O meu lenço para Paulo Fonseca.
Estava branco quando o acenei nas derrotas em casa para a Liga dos Campeões.
Hoje, está assim.


Delneri e Fernández foram despedidos por muito menos. Será por causa da poupa que PC mantém este treinador autista?

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Imagens que contam histórias (5)


Tóquio, 12 de dezembro de 2004.
Lembras-te, Pedro? Durante o jogo atirámos quatro bolas aos postes e o árbitro anulou dois golos ao Benni. Depois, no desempate por pontapés da marca de grande penalidade, calhou-te a ti rematar o último. O teu olhar...



Não é fácil esquecê-los: Vítor Baía (Nuno Espírito Santo), Seitaridis, Jorge Costa, Pedro Emanuel, Ricardo Costa, Costinha, Diego, Maniche, Luís Fabiano (Quaresma), Benni McCarthy e Derlei (Carlos Alberto). Campeões do Mundo em 2004.