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domingo, 6 de maio de 2012

Tudo à esquerda!

1. Os franceses votaram e Portugal explode de alegria: ganhou Hollande, ganhou a "esquerda"! Ganhou o "não" à austeridade e vamos, finalmente, ver uma verdadeira política de estímulo ao crescimento e ao emprego, que aliás já existia e se chamava "estratégia de Lisboa", lembram-se? A que nos afundou? [Enfim, parece que a euforia será breve: acabo de ouvir os socialistas franceses a garantir que Hollande ligará ainda hoje à amiga Angela Merkel].
Vá lá, também não é caso para dizer au revoir marin, tu vas manquer!, como diz a bela cantora...

2. Os gregos votaram e ganhou "outra" esquerda, a tal que, mesmo não tendo mais votos, ganha sempre. A que diz que representa o "Povo" oprimido, esquecido, espezinhado. A do outro "Jerónimo". A que diz "NÃO" à austeridade, mas sem ter alternativa. A que mete medo à grande coligação socialista, de que Merkel, Sarkozy, Hollande, Sócrates, Passos, Belmiro ou E$pírito Santo são apenas alguns representantes.
A única corrente política em que os que não são de esquerda, como eu, confiam para a "grande implosão" que há de levar-nos de volta ao caminho da dignidade e da sobriedade. Que eles próprios, como gente irresponsável e oportunista que são, nunca vão percorrer, ficando perdidos algures...
(Foto: Público)
3. Os portugueses também votaram, há uns meses. Entre uma candidatura de qualquer pastel a património da humanidade e uma rezinha por um campeonato de futebol, julgam que votaram um bocadinho menos à esquerda. Que, por uns tempos, afastaram o socialismo do (des) governo. Que o PPSD trazia uma política de sobriedade, verdade e transparência.
Não se iludam! Cada dia que passa, com o nome de "reformas", impingem-nos mais "Estado", menos liberdade, menos transparência, menos verdade.
Este caso do setor dos vinhos do Douro e do Porto é só mais um exemplo.
[notícia do Público, 6 de maio de 2012]

Depois do caso da "nacionalização" de terras, a senhora ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente, do Ordenamento do Território, da Fé na Pluviosidade, dos Valores Familiares e do Planeamento dos Espíritos (*) continua a mostrar-nos qual é o valor fundamental da democracia para esta gente: um Estado muito gordo e com muitos cargos para distribuir pelos amigos.
Os votos e os impostos da malta cá estão para o permitir [até fazermos como os gregos, claro].

(*) Como lhe chama Alberto Gonçalves no Diário de Notícias.