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| Miguel A. Lopes /LUSA |
Hoje anda toda a gente a comentar o «estudo» feito pelo governo, no Google Maps, para fundamentar a não renovação dos contratos de associação com algumas escolas particulares e cooperativas. Este exemplo é citado até à exaustão, até pela imprensa:
| TSF |
Eu não tenho nenhuma simpatia por escolas da igreja ou de inspiração confessional - acho até que nunca deviam poder assinar contratos com o Estado (lá diz a Constituição no seu artigo 43.º que...). Corte-se, portanto, o financiamento a este Externato Liceal. Corte-se, e já, sem mais explicações, todo o financiamento público a escolas que seguem diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas - e chame-se a explicar-se todo e qualquer responsável político que decidiu ou deu cobertura a estes casos.
Mas não andemos a fingir que não vemos o problema. O problema é que há 27 (vinte e sete!) escolas públicas próximas umas das outras, algumas delas quase vazias. E, certamente, algumas são novas, ou tiveram obras recentes. Quando é que os portugueses entenderão que este é que é o problema? Quando é que os jornalistas e os políticos passarão a ser gente séria? Quando é que se exigirá o encerramento destes estabelecimentos supérfluos, caros e irracionais - como fizeram, sem o mesmo tipo de cuidados, com escolas e outros serviços públicos no interior do país?

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