... estamos sempre em forma.
Do jantar de ontem, na despedida de 2014, trago aqui dois dos participantes, que estiveram silenciosos toda a noite.
O Callabriga, nascido em 1998, precisou de cuidadosa decantagem. Estava pálido, como convém a um cavalheiro já de idade respeitável, mas digno e ainda saboroso. Claro, sofreu maus tratos ao longo da vida e podia estar mais pujante, mas a sua secura acabou por favorecer a ligação com os comes, numa ementa marcada sobretudo pelo mar. (Casa Ferreirinha, 1998).
O X Bardos, pelo contrário, vibrava de aromas da juventude. Exultou com a breve liberdade que viveu fora da garrafa. Está ali ainda para as curvas, com força suficiente para ganhar maturidade sem perder o entusiasmo. Diz que é de vinhas velhas, e talvez as suas raízes expliquem a personalidade já bem definida e a cor profunda. Em parte, porque o resto é das mãos de quem o fez. (Vasques de Carvalho, 2012).
Já bebi Callabriga, não sei se desse ano, e foi há muito. Bom, sem dúvida.
ResponderEliminarMas o nosso cabritinho assado precisava de aconchego acariciante e mais macio: mereceu um Dão, Quinta do Sobral/Santar, reserva 2010 - que cumpriu bem.
Evoé!