Um eterno retorno às raízes.
A casa onde nasci, na rua da Azenha.
Luminosa, mesmo com o céu carregado.
Em silêncio, sem os saltos da canalha e os gritos dos adultos que nos chamavam.
A outra casa, a de baixo, na rua Direita e de frente para o Terreiro.
Aqui, o silêncio custa muito a suportar.
Onde estão as pessoas?
À volta da aldeia/vila, outras raízes ganham tons de outono.
O silêncio torna-se mais leve, e até desejado.
De ouro.
[3 fotografias em Sanfins do Douro, no dia 2 de novembro de 2013].



Aproximo-me de perceber.
ResponderEliminarLembrei-me de, aqui há uns anos, descer de Izeda, pelo lado mais raiano, e ver as aldeias, casais e pequenas vilas, desertas como mortos povoados do passado, com casas fechadas e muros em ruína...
Aqui, no Douro mais próximo de Vila Real, ainda não é tão dramático. Mas não há gente que chegue. Creio que nunca mais haverá. O futuro vai ser muito diferente.
EliminarBonito local este onde nasceu :)
ResponderEliminarPosso ter opinião diferente? Pois para mim o futuro reserva-lhe mais movimento e gente, com casas de turismo rural a surgirem que nem cogumelos. A um preço bem elevado pois serão habitações de luxo. As pessoas começam a estar fartas de viver em metrópoles e locais onde o betão predomina. Daqui a 50 anos falamos
50 anos. Já serei adulto, então.
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