sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Reflexões de Dia de Finados


1. Acabou o feriado do Dia de Todos os Santos. Ainda falta eliminar meia dúzia de feriados religiosos, todos provavelmente inconstitucionais e que são a maior ingerência - prepotência - de um Estado estrangeiro na nossa sociedade. Mas a nossa luta não acaba aqui. O Corpo de Deus e a Imaculada Conceição não perdem pela demora.

2. É com espanto que vejo a "opinião pública" indignada com a "estratégia inconfessável" do Grande Capital para destruir Portugal e depois tomar conta do sítio para os seus interesses especulativos. Para quê, se este sítio não vale um cêntimo? Não seria mais rentável para esses "piratas" irem abrir um banco ou vender cachorros quentes para um país decente? Os portugueses, sempre em bicos de pés, necessitam urgentemente de um banho de humildade. E, muitos, de um bocadinho de inteligência.

3. Já muitos se perguntam, ouvindo os políticos, os "senadores", os ex-revolucionários e outros responsáveis pela situação a falar como virgens ofendidas: afinal, pagamos impostos para sustentar o quê? Esta corja que flutua, qual dejeto ressequido, no Estado Social? Vale a pena? Eles não podiam fazer como aquela brasileira e ir vender a virgindade para a internet?

4. Resta-nos a economia paralela, que neste momento é uma estratégia de sobrevivência, um imperativo democrático e um exercício do direito à resistência que a nossa Constituição prevê. Desde que, bem entendido, o comerciante ou prestador de serviços nos desconte o valor do IVA no preço, que o benefício não pode ficar só para ele.

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