quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Depois do Euro vai-se o Talento: a desgraça da Grécia é a nossa desgraça

O talento, ensina-nos o dicionário da Porto Editora, é um antigo peso e moeda de ouro dos Gregos e Romanos. A palavra vem do grego tálanton.
O talento foi introduzido na Grécia Antiga e depois adaptado para o sistema monetário romano. Um talento era igual a 60 minas, que, por sua vez eram equivalentes a 100 dracmas. Sabendo que uma dracma era igual a 4,5 a 6 gramas de ouro ou prata, um talento significava entre 27 a 36 quilogramas de metal (isto ensina a wikipédia). É muito metal.
A Grécia preferiu abandonar o dracma e adotar o euro. Dizem agora que fez mal e que acabou por perder os dracmas e os euros.

Mas não tinha, ainda, perdido o talento. A partir de hoje, já não tenho a certeza.
Porque o talento que restava à Grécia era o da sua cultura e da sua criatividade, do passado, de hoje e do futuro. Sobretudo do futuro.
O Talento da Grécia era, também, Theo Angelopoulos, que morreu esta noite. Atropelado, não sei se pela tróica lá do sítio.
Fica aqui o lamento, com uma recordação nostálgica de A Eternidade e um Dia. A música, belíssima, é de Eleni Karaindrou, outro enorme Talento.
Descobri este filme ao contrário do normal. Comecei pela música e acabei tentado a ver o seu complemento visual.

Parte o homem, ficam os filmes e fica a música.
De Eleni gosto sobretudo do álbum Music for Films (ECM, 1992), outro disco com música de filmes de Theo Angelopoulos.

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