O fado, todos sabemos o que é.
É aquela cena que é lisboeta mas quando convém também é uma cena portuguesa. Não só porque Portugal é só Lisboa (de cada vez que olho para o país mais vejo razão nesta velha expressão!), mas porque parece que uma vasta adesão "nacional" favorece as candidaturas lá do matrimónio.
Enfim, o que é que esta campanhazinha ridícula nos traz? Uma mensagem: estamos todos muito contentes, o fado é nosso, gostar de fado é gostar de nós!
Tenho muita pena, mas a mim o fado é cena que não me assiste. Nem eu costumo assistir à cena do fado, bem entendido. Normalmente, mudo de emissora.
Ora, pensando melhor, sabemos mesmo o que é o fado? Não é só uma cançoneta repetitiva, pois não? Vamos lá, como habitualmente, ao nosso dicionário Priberam da Língua Portuguesa.
O fado é o que já sabemos: (1) o fado é o destino, (2) o fado é a profecia, (3) o fado é uma canção popular . Mas há também um significado que se ajusta como uma luva a campanhas como a da RTPública (e a bem dizer, às outras todas). Diz lá que o fado é
(4) Vida de prostituição.
Que bem que fica isto à malta que fala no vídeo! Como agora vejo com outros olhos aquelas moças loiras e aqueles homens sem idade! Como eu compreendo que aquela atleta e aqueles cientistas do norte (e também as outras pessoas que não sei quem são, desculpem lá, a culpa deve ser minha) se prestem a estas figurinhas!
No fundo, paguem-lhes ou não, eles estão ali pela mesma razão irracional de qualquer português a quem perguntam: "Ó meu, queres falar aqui para o microfone e para a câmara?" A resposta é: "Claro! Sempre são uns minutos de glória, como dizia o Andy!"
São, como diria o Bastos, umas "prostitutas", se não políticas, pelo menos mediáticas. Uns "moluscos paneleiróides". E cito o Bastos com todo o respeito que me merecem!
Como diz o meu amigo Fernando C: já agora, podíamos candidatar o das Caldas!
Realmente o vídeo-RTP de promoção é abaixo de cão (para ficar a rimar); o texto, polémico q. b., e o "happy end" final, hilariante. Gostei.
ResponderEliminarAh! Isto não é nada comparado com o Arpose, a minha janela para a poesia!
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