sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Palavras no divã de Freud: elite.

Uma das notícias do dia é o Manifesto em defesa da democracia, da equidade e dos serviços públicos, assinado por um conjunto de funcionários públicos, já apelidados de elites indignadas.

Qual presidente Cavaco, o Linguado não se deve pronunciar sobre o (hipócrita) manifesto, porque manifestamente esse não é o foco da atenção deste blogue. Ao Linguado interessam as Palavras. Neste caso, a palavra elite.

Sem fazer juízos sobre as pessoas que assinaram, algumas das quais muito prezo, a maioria não conheço e outras também não, o que importa nesta breve nota é olhar para as duas definições da palavra que, num clique, se podem encontrar no dicionário Priberam, uma das referências favoritas deste ciberespaço:
elite
(francês élite)
s. f 
1. O que há de melhor e se valoriza mais (numa sociedade).
2. Minoria social que se considera prestigiosa e que por isso detém algum poder e influência.
Porque são eles próprios que se chamam "elite", estas personalidades dão um sentido inesperado àquele "se" que encontramos nas duas definições. De infinitivo (ou indefinido), o "se" passa a ser reflexivo.

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