segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nikos Kazantzakis: Liberdade ou Morte

Para manter o nível nada como meter aqui mais um bocadinho de grego, que está na moda.
Ελευθερία ή θάνατος é daquelas frases que facilmente descodificamos no tradutor do Google e diz muito sobre a História dos Povos.
Embora não sobre nenhum Povo em particular, porque, mais coisa menos coisa, todos passam pelas agruras da luta pela Liberdade. Não é preciso procurar muito para encontrar um opressor, muitas vezes estrangeiro ou de outra religião, que tanto dá até que a malta solta aquele grito. Vejam a Europa de hoje. Vejam a Grécia. Vejam Portugal. Lá temos, por exemplo, os da greve geral, que tanto hão de fazer que havemos um dia de os escorraçar (acho que pensavam que eu ia falar da Merkel).
Liberdade ou Morte é também o título da tradução portuguesa do livro que hoje recomendo, de Nikos Kazantzakis (Νίκος Καζαντζάκης, claro!). Estou a ler aquela versão distribuída pelo jornal Público na coleção sobre autores que nunca ganharam o Prémio Nobel da Literatura (ao contrário de Winston Churchill e José Saramago):
Na verdade, o título original é Καπετάν Μιχάλης (tomem!), que significa Capitão Micael, o artista principal do romance.
E que romance! Sangue a correr e cabeças a rolar. Gregos (de Creta) e turcos a odiar-se e a espezinhar os judeus pelo caminho. Mariquinhas e homões. Fêmeas esplêndidas e mulheres de pelo na venta. Os tolerantes e os fanáticos. A geoestratégia global e a luta pelas aldeias. A saudável vida ao ar livre. O queijo, azeite e o vinho.
E tudo escrito com um humor fino, daquele que, en passant, nos deixa aparvalhados.

Tudo isto porque hoje de manhã passei por uma frase do livro que reza assim:
"O céu tornara-se surdo, decerto Deus mudara de religião."

E , ao ver o Papa de Roma a falar em África sobre SIDA, compreende-se porquê.  

A posição do Vaticano sobre o papel do preservativo na prevenção da contaminação é muito controversa
Se. Bento XVI: um problema estético.
Isto hoje ficou um tanto ou quanto circular. Só queria elogiar um grande livro e meter umas palavras em grego. Quanto ao Papa, não resisti à tentação do círculo vicioso. Pois...
(El Jueves)

2 comentários:

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