quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Alterações climáticas

Está calor. E esta notícia de 1 de agosto de 1944 prova-o.

Não é que eu duvide ou deixe de duvidar das alterações climáticas e da necessidade de as prevenir e combater, enquanto nos vamos adaptando. Ou que não acredite que a economia circular vai revolucionar o mundo. Tenho a certeza que a descarbonização das atividades humanas é um imperativo. E a sociedade digital, o urbanismo smart, os modos suaves de mobilidade, a inteligência artificial? São incontornáveis. Tudo isto, valha o que valha, está por aí e é, em primeiro lugar, um excelente negócio para todos nós.

Se vai "salvar" a humanidade ou o planeta? Não vai, claro. 

Abordar as alterações climáticas com a realização de cimeiras globais, que emitem quantidades colossais de GEE, não é caminho nenhum. Estimular o turismo, ou seja, milhões de pessoas a deslocar-se por grandes distâncias, usando transportes poluentes, por motivos fúteis é, no mínimo, uma contradição. Aumentar a pegada ecológica da humanidade através da proliferação de apêndices caninos, que consomem mais do que o habitante médio do planeta, só pode, à luz destas preocupações, considerar-se estúpido. Mudar de smartphone semestralmente ou anualmente, para acompanhar a tendência ou os últimos desenvolvimentos tecnológicos, não me parece muito smart. Ah!, pois, a economia circular resolve...

Mas o que eu penso ou apregoo é irrelevante. O importante é o que eu faço. E faço muito pouco.


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