segunda-feira, 9 de abril de 2018

Eu e o meu Kindle

Li, na plataforma digital Medium, um artigo de Hugh McGuire “Why can’t we read anymore? (Or, can books save us from what digital does to our brains?)”, que começa assim: "
Last year, I read four books.
The reasons for that low number are, I guess, the same as your reasons for reading fewer books than you think you should have read last year: I’ve been finding it harder and harder to concentrate on words, sentences, paragraphs. Let alone chapters. Chapters often have page after page of paragraphs. It just seems such an awful lot of words to concentrate on, on their own, without something else happening. And once you’ve finished one chapter, you have to get through another one. And usually a whole bunch more, before you can say finished, and get to the next. The next book. The next thing. The next possibility. Next next next.
Comigo passou-se um fenómeno semelhante ao que McGuire descreve: de cada vez lia menos livros, e com mais dificuldade de concentração. Até que, em 2017, comprei um Kindle (o leitor eletrónico da Amazon*). E "dei a volta": agora leio novamente muito, não só em formato eletrónico, mas também em papel, não só literatura escrita, mas também literatura gráfica. E poupo dinheiro.

(Amazon.com)
(*) Não nos enganemos: ler num e-reader (Kindle, Kobo...), não é o mesmo que ler um livro digital num tablet ou no computador. Há duas diferenças fundamentais: o ecrã, que oferece um conforto de leitura impressionante e muito próximo do papel; e a quase-ausência da ligação permanente à Internet, que evita distrações.

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