sexta-feira, 17 de novembro de 2017

É proibido protestar

Ontem, quinta-feira, a Federação "Portuguesa" de Futebol marcou o jogo da Taça de Portugal entre o Sporting de Lisboa e o FC Famalicão para as sete e meia da noite. É o glorioso centralismo, é a "festa do futebol" só para alguns. Só vantagens: a equipa da capital fica mais à vontade, porque o adversário quase não tem adeptos no campo; e pode ser que alguns fiquem pelos atraentes restaurantes da zona, ou até num hotel, pagando mais uma "taxa turística" e deixando mais uns euritos na próspera economia 4.0 da Bobadela.
Bom, mas a isto já estamos habituados - vai ser sempre assim até nos transformarmos num glorioso palco de "eventos", servindo cervejas em esplanadas, ou, quais Marcelos ou Costas, lambendo o traseiro a pirralhos anglo-saxónicos e empresários sino-angolanos. Em Lisboa, claro, que o resto nem paisagem será.
Ao que temos que nos ir habituando é à falta de vergonha do retorno da censura. A "Autoridade" achou mal que alguns protestassem e mandou uns "assistentes" retirar o insolente cartaz. Cuidem-se os que protestam: haverá sempre um ou dois "assistentes" fardados para os meter na ordem, como aconteceu a estes perigosos energúmenos de uma claque criminosa.
A menos, claro, que fale dos direitos dos funcionários públicos, dos animais ou dos LGBTI++ ou insulte o Passos e o Donald, porque, nesses casos, continua a ser proibido proibir.




(Fotos de Filipe Amorim in O Jogo)



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