quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Devemos levá-los a sério?

Hoje li duas croniquetas, escritas por verdadeir@s artistas lusitan@s, na linha da cartilha #aculpaédoPassos.


Na primeira (Jornal de Notícias), o advogado-cançonetista-croniqueiro-comentador de TV (futebol) Miguel Guedes insurge-se contra a cena do Panteão e atira para todos os lados. Escreve esta coisa maravilhosa: "há jantares autorizados no Panteão após 2014, ano em que Jorge Barreto Xavier assinou o Regulamento". Mas, mais adiante, diz também que a Associação de Turismo de Lisboa, presidida por António Costa, fez lá uma festinha em 2013. Presumo que esse foi um "jantar não autorizado"? Mas "não autorizado" por quem, se assim se pode dizer? E se for "não autorizado", um jantar naquele local já não é grave?


Na segunda (jornal i), a doutora-deputada-croniqueira-comentadora de TV Joana Mortágua começa por escrever que "Como os restantes funcionários públicos, os professores tiveram a sua carreira congelada entre 2005 e 2007 e novamente entre 2011 e 2017", para depois afirmar "É verdade que o pecado original é do PSD/CDS. Foi o Governo de Passos Coelho que escolheu apagar o tempo de serviço dos professores e professoras quando congelou as carreiras da Função Pública." Ora, para pecado original, começou tarde, a ver pelas datas. E lá continua, ao que parece, mesmo depois do falecimento de Passos (cujo governo durou entre 21 de junho de 2011 e 30 de outubro de 2015).

Devemos levá-los a sério?

Sem comentários:

Enviar um comentário

Esteja à vontade para comentar. E escreva na língua que lhe apetecer, mas escreva bem!