quinta-feira, 1 de junho de 2017

Bordá-lo


Na sua forma fractal e cor verde-vómito, este talvez seja o objeto mais bizarro que já adquiri. Por me lembrar aquelas loiças pimba e muito caras, terrinas e malgas com a forma de couves, resolvi chamar-lhe Bordá-lo. O nome é, também, uma homenagem aos portugueses que escrevem nas redes sociais e nas caixas de comentários dos jornais online.

A história do Bordá-lo começou há muitos anos, quando a nave com os sobreviventes do cataclismo climático em Marte chegou à Terra. Os lúbricos marcianos iniciaram  imediatamente a colonização do nosso planeta, miscigenando-se, em loucas orgias, com os únicos seres terrestres que consideraram sexy e inteligentes: as couves-flor. Desta estranha união resultaram duas consequências de proporções cósmicas: os marcianos extinguiram-se e surgiu a raça dos brócolos. Estes herdaram, por um lado, as voluptuosas formas das mães; e, por outro, a profunda cor verde dos pais. Mas destes herdaram também a lascívia, pelo que, na falta de melhor solução, se lançaram em relações íntimas com as progenitoras.

E assim apareceu a raça dos Bordá-los, o fruto monstruoso desses amores incestuosos. 

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Bom, espero que esta instrutiva posta vos tenha agradado. Para já, quanto ao Bordá-lo, vou cozinhallo ao jantar, com uma posta de bacalhau. Espero que seja comestível.



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