quarta-feira, 28 de junho de 2017

Aprenda a fazer licor de merda.

Um país em paz é assim.
Pacífico.
Se olharmos para os últimos dias, o que vemos?
Greves de professores em dia de exames nacionais, com o governo a recorrer a uma lei de "serviços mínimos" que tinha, quando era oposição, condenado?
Um exame nacional cujo enunciado era, antecipadamente, conhecido por alguns?
Um incêndio florestal que provoca dezenas de mortos?
Governo, autarquias e entidades que se culpam mutuamente e se desmentem sobre o assunto?
Uma manifestação de centenas de polícias descontentes com as suas condições de trabalho?
Um evento de apoio a vítimas do incêndio que se transforma numa feira de vaidades lisboeta?
William Carvalho e André Gomes titulares na seleção nacional de futebol?
Evidências de corrupção e escândalo no futebol, o orgulho nacional?
Um relatório do Observatório dos Sistemas de Saúde que conclui que os pobres têm um acesso mais difícil ao Serviço Nacional de Saúde, incluindo consultas, cirurgias e medicamentos, do que os ricos?
Creches pagas com dinheiro público que podem escolher apenas crianças de famílias ricas?
...
Pfff... Nada disto importa. Os reformados e os trabalhadores da função pública estão contentes. Os sindicatos estão pacíficos e vão dando dentadinhas para mostrar que esperam mais alguma coisa. A imprensa, e os seus donos (os disto tudo), gostam da recuperação dos negócios com o dinheiro dos contribuintes. O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista lá vão aguentando, enquanto gozam os prazeres do poder e os inerentes privilégios sem assumir responsabilidades. O povão gosta, as sondagens são favoráveis, os turistas adoram o servilismo, o Sport de Lisboa é tretacampeão, o Sobral ganha a Eurovisão com um peido e o Santos ganha o Euro de futebol com uma cagada.
...
Tudo vai bem.



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