sábado, 6 de maio de 2017

Manuel da Nóbrega, meu patrício

 
Nesta casa de Sanfins do Douro, cheia de placas comemorativas da visita de beneméritos e estudiosos, terá nascido, em 1517, Manuel da Nóbrega, o padre missionário jesuíta que andou pelo Brasil a salvar as almas e os corpos dos indígenas e dos colonos.
Todos os sanfinenses nos orgulhamos do nosso patrício aventureiro, cuja vida dava um filme.

Fartou-se de viajar pela Península Ibérica e bacharelou-se na Universidade de Coimbra, onde chumbou duas vezes na prova para catedrático porque... era gago. Partiu para o Brasil, onde evangelizou, combateu o canibalismo, se indignou contra a exploração dos índios pelos brancos, repudiou a escravatura, lutou contra os franceses e desbravou o interior, ajudando a consolidar o que viria a ser um imenso país. Reza a história que fundou São Paulo, talvez num domingo, por desfastio. Alguém escreveu que é um "símbolo imorredouro do génio missionário hisíada".
Enquanto a metrópole sul-americana continua pujante, a casa onde o padre nasceu está num estado lastimável
, e não se sabe quantos proprietários tem, depois de séculos de heranças e partilhas. Até eu serei, um dia, dono de um quinqualhésimo daquilo, o que deixa no ar a possibilidade de ter algum parentesco com o tio Manuel.


Não me fica mal, nem à Menina Dete, que hoje faria anos. Foi ela quem me contou algumas destas histórias.



2 comentários:

  1. Fica bem a modéstia...mas importa salientar a presença do Senhor Artur da Costa nesta casa, que teve direito a placa evocativa!
    Salvé!

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    1. Devo dizer que esse meu quase homónimo parece boa pessoa.

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