sábado, 8 de abril de 2017

Lido de passagem (14): Fúria.

Teve de voltar ao princípio: as tremuras, as batidas, o ofegar, o duche, a escuridão, a respiração, a visualização. Nada de drogas; tinha-as proscrito, da mesma forma que andava a ver se evitava médicos da cabeça. O mafioso Tony Soprano podia ir as vezes que quisesse ao psiquiatra, mas ele que se fodesse, era ficcional. O Professor Solanka tinha resolvido enfrentar sozinho os seus demónios.


Salman Rushdie: Fúria (tradução de Alexandra Lopes). A história trágico-cómica de Malik "Solly" Solanka, um homem em cólera. Podia ser a nossa história comum se, tal como ele, fôssemos personagens reais, e não bonecos conformados e passivos.

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