segunda-feira, 20 de março de 2017

Gente fraca

Infelizmente, por não morar em Lisboa nem lá estar hoje, não pude aceitar o simpático convite para participar na inauguração desta exposição na Torre do Tombo. Aliás, para ser franco, mesmo que morasse ou estivesse, não participaria. Já vai muito longe o tempo em que tinha paciência para engravatadinhos e "inaugurações "... O que não quer dizer que não adorasse visitar a Exposição - vou manter a esperança de que ela saia lá do Tombo e venha ao meu país. 


Ainda bem que não fui, porque provavelmente teria um ataque de vómitos perante estas palavras do representante da República Portuguesa.


Uma "perseguição " a alguém, por motivos de raça, religião ou, simplesmente, para os roubar, parece-me sempre um erro, histórico ou de outro tipo qualquer. Mas este homem concretizou e relativizou (e cito a nota da Agência Lusa):
Marcelo Rebelo de Sousa referiu que os judeus que saíram de Portugal foram “para todo o mundo, mas desde logo para a Europa, da Europa para os novos continentes, nomeadamente América do Norte e América do Sul”. E perdeu-se. Perdeu-se em cultura, perdeu-se em ciência, perdeu-se em economia, perdeu-se em finanças, perdeu-se em saber. Foi um erro histórico que foi praticado. E esta exposição permite perceber por que é que um erro”, reforçou. “Nós perdemos aquilo que outras sociedades europeias ganharam”, lamentou.
Perdeu-se foi mais uma boa oportunidade de estar calado, senhor comentador televisivo.
Há um ano e meio, o Doutor Costa tinha dito que os refugiados são bem-vindos porque em Portugal há muitas matas para limpar. Agora, o Professor Marcelo quer-nos fazer crer que um crime foi um erro porque nos deu prejuízo. Eu não quero ser representado nem governado por gente assim, fraca, mesquinha, sem princípios. Mas tenho que os aturar, porque a maioria dos portugueses acha que eles são mais decentes do que os anteriores. Enfim, mais um erro histórico.
  

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