terça-feira, 7 de março de 2017

Do comunismo eterno e dos milagres na imprensa

O jornal i brinda-nos hoje com uma capa muito estranha:


Já sabia da instabilidade ideológica de Zita Seabra, que foi o estereótipo da militante comunista, austera e ortodoxa, e agora navega por águas mais da direita conservadora - e, sim, crente nas aparições da Cova da Iria. O que não a sabia era tão esclerosada, ou obcecada, que continuasse a pensar que a longa noite do Comunismo continua a oprimir a Rússia e a sonhar com a sua libertação, pela mão etérea de Nossa Senhora.
 
Mas, intrigado, fui confirmar que o i é que, afinal, é o estereótipo da imprensa que se faz valer pelos prémios de design que recebe, e nada mais do que isso.
 
Na realidade, Zita Seabra participou numa série de vídeos que a Renascença e o Santuário de Fátima estão a produzir e divulgar, para celebrar o Centenário das Aparições. Entre outras personalidades, temos Zita Seabra a dizer que "1917 são os 100 anos de Fátima e os 100 anos da revolução russa e Nossa Senhora levou a esperança, sempre, de que a revolução russa acabaria um dia". Afinal, falando numa perspetiva histórica, situando-se no passado, Zita Seabra apenas parece Zita Beata, mas ainda não Zita Alzheimer. O mesmo não se poderá dizer do i.

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