sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

As grandes obras em pequenos volumes


Gostei muito de saber que a Porto Editora voltou a editar a mítica Miniatura. Li muitos livros desta coleção - aliás, ainda leio, e tenho aqui na mesa precisamente dois volumes de short stories que tenho folheado ultimamente, um Somerset Maugham e um Hemingway. Estão em bastante mau estado, mas sempre suculentos.


Desta nova fase, vou já comprar «A um deus desconhecido», de John Steinbeck, que nunca li. Já Rosa Montero e Javier Cercas, passo.
Espero, agora, que Pacheco Pereira não venha acusar a «coleção» de ser promotora da «nova ignorância», não só porque tem erros ortográficos e abastarda o nosso património cultural (vejo aqui, no livro de Maugham, logo nas primeiras linhas, a bela palavra «sòmente», que, segundo o raciocínio de muitos, todos passámos a pronunciar «sumente»), mas também porque os livros têm pequenas dimensões, logo suscetíveis de ser apenas consumidos por grunhos.


2 comentários:

  1. Tenho a colecção Miniatura completa, o que me dá extremo gosto.
    Mas acho que esta nova fase começa mal. Esta Rosa Montero e o livro em presença são um desastre, embora parece que houve muita gente a gostar desta "porcaria" (tenho um poste no Blogue sobre...) e a comprar o livro. Esta jornalista funciona como um Paulo Coelho de saias...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois, de Rosa Montero também eu passo, que já folheei. E do outro, Cercas. Este "Soldados de Salamina", que tenho, por mero acaso, em edição digital espanhola, até começa com um certo estilo (a primeira frase: "Fue en el verano de 1994, hace ahora más de seis años, cuando oí hablar por primera vez del fusilamiento de Rafael Sánchez Mazas.", mas depois é demasiado palavroso.

      Eliminar

Esteja à vontade para comentar. E escreva na língua que lhe apetecer, mas escreva bem!