sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

"Pastiche" de bacalhau com queijo da serra.

Ontem fui ver um filme que nunca pensei que iria ver: Aliados, dirigido por Robert Zemeckis. Como eu previa, o dinheiro do bilhete foi dinheiro deitado fora. O filme deixa uma permanente sensação de déjà-vu, até nos darmos conta que a intenção é mesmo essa.
Há cenas passadas em Casablanca, fala-se de uma patriota que interpreta A Marselhesa num bar cheio de oficiais nazis, há um homem inexpressivo, representado por um ator americano, envolvido numa é-não-é paixão com uma mulher representada por uma atriz europeia, há um oficial alemão assassinado pelo protagonista enquanto telefona, há um final ultra-dramático num aeródromo, com muita chuva, há um play the piano, etc. Lembra alguma coisa?
Ou, se preferirmos, há um soldado à paisana, interpretado por Brad Pitt, em notórias dificuldades para falar uma língua estrangeira e que, em conluio com uma mulher francesa, perpetra um atentado contra altos dignitários alemães.
A fita tem mais coisas destas, e se estivermos com atenção, para além de Casablanca e de Sacanas sem Lei, descobriremos certamente cenas decalcadas de O Paciente Inglês ou de outro bom filme qualquer.
Mais tarde, refletindo melhor, acabei por concluir que este dia 1 de dezembro foi um dia de fusões e imitações de mau gosto. Vi as comemorações lisboetas de um dia que nos dizem ser o fundamental da nossa pátria, com um montão de personagens mais do que dispensáveis, e comi uma coisa parecida com os bolinhos de bacalhau, mas em maior, a que chamam "pastéis de bacalhau" (toda ela feita da Portugalidade tão pimba que caracteriza a aspiração de futuro coletivo a que o autarca lisboeta se referiu, quando celebrava o feriado tão importante junto das elites lá da paróquia).

Mas é melhor resumir o meu dia em algumas imagens...


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