quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

aqui te embalo para sempre em meus sonhos

A primeira frase do poema «escrevo agora como quem me dá a mão», de Leonardo Marona (Porto Alegre, 1982), grafitada numa rua de Matosinhos.
aqui te embalo para sempre  em meus sonhos, 
para que não voltes  a dormir esquecida 
e para que, mesmo ecoando à distância, 
o meu silêncio não pareça tão medonho. 
este é o inverno mais frio das nossas vidas. 
já não me aqueces: parece morrer-me a infância.

Augusto de Lima (A partir do mote de Leonardo Marona. Douro, Natal de 2016).


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