sábado, 19 de novembro de 2016

Quem me leva os meus fantasmas?

Ontem, o FC Porto foi eliminado da Taça de Portugal pelo grande GD Chaves, o que não me deixa muitas mágoas, exceto a de confirmar que a combatividade deste clube morreu quando o presidente apodreceu no lugar. No final do jogo, o treinador Nuno Espírito Santo disse:
«Estamos magoados e revoltados com o que aconteceu. Não que pense que seja premeditado, mas o árbitro não viu um penálti claro. Se o árbitro tivesse visto não tínhamos chegado à lotaria dos penáltis».
Convém dizer que o jogo ficou empatado e o desempate foi nos chamados pontapés da marca de grande penalidade, método conhecido pela «lotaria dos penáltis». Mas o futebol tem sempre muito de lotaria, mesmo que as bolas do sorteio, por vezes, estejam viciadas - e, este ano, estão muuuuuuuito viciadas.
Um penálti é isto: um jogador chuta para a baliza apenas com o guarda-redes à frente. Os mais competentes marcam, os menos competentes falham. Ontem, em cinco, o FC Porto falhou três e o GD Chaves apenas dois.
Nuno devia ter ficado calado, pois de que serve mais um penálti, se depois ele é falhado?, como poderia dizer Pedro Abrunhosa neste seu poema-canção, aqui pela voz da grande Maria Bethânia.
De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado?
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado?
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta?
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?


Nuno, vê lá se encontras a estrada. E, entretanto, passa a tratar os calhordas da imprensa, esses lava-latrinas, como eles merecem.


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