quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Fat tax


Vem aí mais um sinal do fim da austeridade, um imposto sobre produtos gordos, salgados ou açucarados. Disfarçam-no de imposto saudável, com o objetivo de diminuir o consumo destes produtos, mas na realidade é mais uma medida promotora da desigualdade. O consumo destas coisas diminui-se com a educação e a informação, não com a subida de preço. Assim, é como sempre: o rico fuma o Havano e bebe o seu Barca Velha, enquanto o pobre se remedia com o Mata-ratos e o Dom Camilo. Justiça social.
Se estas coisas fazem mal, porque não as proíbem, e está o problema resolvido? (Ou não). Mas nem há coragem para isso, nem os impostos eram tão carnudos. Nem os lucros das multinacionais destes setores. E o desemprego?




E a seguir?
Porque não atacar onde está o Mal, esses cavalos de Troia que, disfarçados de produtos saudáveis, nos destroem a saúde? Sim, as frutas, assassinas silenciosas! Uma banana média tem 14 gramas de açúcar, quase 3 pacotinhos! Uma maçã, uma simples maçã, 10 gramas de açúcar! Uma por dia, que bem que lhe fazia, não era?

Pois enquanto os políticos não se lembram disto, aqui fica uma sugestão de gastroeconomia para poupar dinheiro e manter a vida açucarada. Não, não precisam de me agradecer.

Como fazer açúcar de maçã

Depois de lavar bem as maçãs, corte a fruta, retire o núcleo, mas mantenha a casca. Bata num liquidificador em pequenos lotes, adicionando água suficiente para formar um puré. Desidrate a mistura a 60ºC no forno e então deixe arrefecer. Em seguida, passe o puré desidratado no liquidificador até ficar em pó. Guarde num recipiente hermético e abuse. Parece que fruta faz bem.

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