domingo, 18 de setembro de 2016

Ser ou não ser Charlie.

Fonte: El Corte Inglés

Afinal, a liberdade de expressão, em Portugal, é um direito pouco universal. Nada que não soubéssemos. Por exemplo, o arquiteto e jornalista de opiniões asquerosas e estilo literário abaixo de cão, que sempre evitei ler, não é elegível para a aplicação desse princípio. Com José António Saraiva, ninguém é Charlie.

Claro que Saraiva tem dois problemas. Um deles é que convidou o amigo Passos Coelho para apresentar o livro - Passos, o porco austeritário, e não um professor universitário lisboeta ou um humorista da moda. O outro é que mexe com um dos medos dos políticos e jornalistas da corte - não se importam que toda a gente saiba que são uns paneleiros, mas receiam que alguém revele que são homossexuais.

Eu não vou, claro, ler o livro. A imprensa, onde se multiplicam as condenações do autor, não deixará, em artigos e colunas de opinião, de nos revelar o essencial - quem são, afinal, os políticos tarados sexuais?

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