domingo, 7 de agosto de 2016

Uma surpresa

Viu a queda do Muro de Berlim e, agora, assiste a factos que podem ser sinais da derrocada da União Europeia. A história repete-se?
O Muro de Berlim, a URSS e os então chamados “países do socialismo real no Leste europeu” caíram como um baralho de cartas, ainda hoje me surpreende a facilidade e a rapidez com que tudo implodiu, Estados que conduziram décadas a fio a vida de centenas de milhões de pessoas não tiveram ninguém que os defendesse. Bastou um sopro e tudo desabou.
Não creio que assim venha a acontecer na União Europeia. A alta finança, os mercados, os grandes
trusts internacionais, a Administração norte-americana, o FMI, a NATO, os próprios governos europeus não vão abrir mão com facilidade do seu poder e dos seus interesses vitais. A UE é uma construção para proteger, consolidar e expandir o sistema capitalista. (...)
João Semedo, antigo deputado e dirigente do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista (neste, até 1991), define-se como "um militante da esquerda socialista e internacionalista" nesta entrevista ao Público. Não sei o que isso quer dizer. Tendo em conta a sua surpresa com a forma como caíram os regimes totalitários e sangrentos que aplicavam os princípios ideológicos que ele defende, creio que são apenas palavras sem qualquer significado.
Semedo acreditava que os povos, os cidadãos, ou pelo menos, alguns, eram defensores de regimes de "socialismo real", o que está para lá do autismo político. Ainda hoje o surpreenderia se a União Europeia ou o "sistema capitalista" se aguentassem porque é o que as pessoas querem (democracia e liberdade), apesar daqueles monstros todos da internacional não-socialista.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Esteja à vontade para comentar. E escreva na língua que lhe apetecer, mas escreva bem!