quinta-feira, 21 de julho de 2016

O póquémon e os índios

O marketing contemporâneo é bastante repetitivo. Lança-se um produto global, a imprensa e as redes sociais falam e falam e falam e falam e falam e criticam; tudo bem, porque o importante é que falem e a coisa se torne «viral» e se venda bem.
A última moda é um jogo para telefones espertos, o «Póquémón go». Veja-se, por exemplo, a «notícia» que o Diário de Notícias acaba de soltar, traduzida de um jornal inglês:



Dizem eles que «Este pode ser o primeiro caso de homicídio relacionado com o jogo que tem conquistado milhares de fãs em todo o mundo. A polícia local acredita que os atacantes se aproveitaram da aplicação, que tem serviços de localização, para saber onde os jovens estavam».
Ora, isto pode parecer muito modernaço, mas é apenas mais um caso de «estupidez mediática» e publicidade gratuita. Aguardo que o DN adote a mesma linha «noticiosa» noutros casos. Por exemplo, quando, de forma alarmista, referir os casos de pessoas que são assassinadas enquanto conduzem os seus carros. A polícia acredita que o fumo dos escapes permite aos índios saber onde as pessoas estão.

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