sábado, 9 de julho de 2016

Mesmo que ganhassem...

Vamos supor que ganhavam. Que o futebol feio e cobarde era campeão da Europa. E depois? Haveria nisso mais «verdade desportiva» do que no título grego de 2004? Não me parece. Na verdade, dá-me o mesmo asco.
Para o português médio, não é assim. Mais vale ser merda e ganhar, diz-nos o Zé Povinho, entre dois arrotos ou dois suspiros. Em 2004 era diferente, os tipos «só destruíram e defenderam, e depois tiveram sorte».
Por muito cínico que me apeteça ser, repugna-me um pouco que me digam que a «pátria» e eu somos representados por meninos ricos, vendedores de produtos anticaspa e produtos bancários e empregados de clubes e empresários corruptos que dominam o futebol mundial.
Ah! Quero que a França ganhe o caneco? Não. Estou-me igualmente a cagar para os frogs da bola.



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