terça-feira, 19 de julho de 2016

A ninfa inconstante

Ontem, condenei a pérfida «invasão» do Iraque, tal como hoje condeno a vergonhosa «omissão» na Turquia. E amanhã, quem sabe o que farei? Acusarei os «mercados» de estrangular a «democracia», enquanto, com a outra mão, contraio mais e mais dívidas? A minha democracia é (-me) tão cara! Mostrarei, certamente, toda a repugnância do mundo pelos nacionalismos dos outros, os que insistem em se meter no que é só nosso! Em que ninfa inconstante me tornei?


Da capa de La Ninfa Inconstante, um romance genial de Guillermo Cabrera Infante (Galaxia Gutenberg/Círculo de Lectores, Barcelona, 2008)

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