quarta-feira, 1 de junho de 2016

Cid contra Umberto (José Cid no túnel do Marão, parte 3)


Já aqui citei estas palavras de Umberto Eco:
«É impossível pensar o futuro se não nos lembrarmos do passado. Da mesma forma, é impossível saltar para a frente se não se der alguns passos atrás. Um dos problemas da atual civilização - da civilização da Internet - é a perda do passado.»
Esta história do José Cid e da sua brincadeira de gosto duvidoso parece-me desmentir Eco e confirmar uma ideia que tenho desde há muito: o que é realmente impossível, com a Internet, é esquecer o passado. Podemos até pensar que agora é possível reescrevê-lo, vezes sem conta, mas a realidade é crua e vale para todos e qualquer um: o que fizeste ontem, de uma forma ou de outra, há de ser sempre lembrado. 
A este caso, como a outros, aplica-se melhor esta outra citação do sábio de Alexandria:
«O drama da Internet é que promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade.»
E isto vale tanto para o cantor como para os que vociferam contra ele.

1 comentário:

  1. Ora, seja caridoso e cristão, não bata mais no ceguinho...
    Porque o problema passado/futuro, é que estes carneirinhos (se eu fosse desapiedado, diria carneirada...) frequentadores da internet, donde mamam tudo, não têm passado (ou memória dele) e, dificilmente, terão futuro.

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