domingo, 1 de maio de 2016

Truman

Ontem fui ao cinema, coisa rara, ver Truman, realizado pelo espanhol Cesc Gay. Ponham de lado a impressão de que aquilo é um dramalhão argentino e vão ver, assim que puderem.


Claro que aquela impressão se justifica, pois o filme é apresentado assim:
«Diagnosticado com cancro em estágio muito avançado, Julián sabe que está próximo do fim. De forma a aproveitar o tempo que lhe resta, decide abandonar os tratamentos para viver cada dia e tratar de vários assuntos pendentes. Para ele é importante distribuir a sua herança, organizar o funeral e, acima de qualquer outra coisa, encontrar um lar apropriado para Truman, o seu cão. Quando recebe a visita inesperada de Tomás, um velho amigo há anos radicado no Canadá, percebe que ele é a pessoa certa para o acompanhar neste momento tão complexo. Juntos, os dois farão um percurso extraordinário pelas ruas de Madrid (Espanha), relembrando o passado, visitando lugares que os marcaram ou, simplesmente, saboreando a amizade que os manteve unidos durante todos estes anos. Porém, este reencontro tem o seu lado perverso pois, quanto mais próximos se sentem um do outro, mais difícil se torna o inevitável adeus…»
Mas, acreditem, é tudo menos lamechas, e quando está à beira do precipício equilibra-se, sempre de forma inteligente. Ah! E Troilo, o ator que faz de Truman, é notável na sua contenção dramática. Num filme de Hollywood, o cão seria o elo mais fraco, para puxar à lágrima e agradar aos críticos de cinema, mas Truman/Troilo (infelizmente, já falecido) acaba por ser a referência, aquela linha que nunca é ultrapassada, sem qualquer concessão ao cabotinismo.
É pena a lamentável tradução, que acha que «oso» (urso)é «osso» e que «viernes» é «quinta-feira». Entre outras calinadas, imagino, mas a partir destas duas eu tentei não ler mais as legendas.


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