quarta-feira, 11 de maio de 2016

Krónos e Kairós


Acabo de ler isto no site da TSF:

Pelo direito a desligar: França quer email do trabalho com horário predefinido.


O resto da notícia conta-nos que o Governo francês se prepara para votar uma medida que restringe o assédio dos patrões aos trabalhadores, sem atenção ao seu descanso, através do correio eletrónico. A proposta prevê que empresas com mais de 50 pessoas sejam obrigadas a ter um mapa com as horas - normalmente no final do dia ou aos fins de semana - em que os trabalhadores não devem enviar ou responder a emails.
Uma especialista,
partner não sei de quê, diz: «Os empregados deixam fisicamente o escritório, mas nunca largam o trabalho. Continuam presos com uma espécie de coleira eletrónica, como um cão. Os textos, as mensagens e os emails colonizam a vida de uma pessoa, até ela entrar em esgotamento. Em casa, o espaço de trabalho pode ser a cozinha, a casa de banho ou o quarto. Estamos em casa mas não estamos verdadeiramente, e isso pode ser uma ameaça aos relacionamentos.»

Esta especialista-partenaire deu o exemplo do que algumas seguradoras norte-americanas estão a fazer para evitar este problema, dando aos seus trabalhadores máquinas que monitorizam o sono e pagando um bónus a quem tiver 20 noites bem dormidas, de forma consecutiva.

É mais uma diferença entre sociedades. As que acreditam que mais regulamentos e a vigilância do papá-Estado são garantes de justiça e bem-estar, e aquelas em que as pessoas, as empresas e outras organizações tratam de resolver os seus problemas. Em França haverá mais burocracia, mais funcionários para controlar os empregadores, mais impostos para sustentar o sistema e, no final, mais stress individual e coletivo. Entretanto, nos Estados Unidos, dormem descansados e, depois, fazem um trabalho melhor e são mais bem pagos. E aos contribuintes não custa nada.
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Li no site da TSF, aqui, mas teria feito melhor se lesse diretamente no site da BBC, aqui. Evitava o português mal escrito, a coisa à pressa, a má tradução, o resumo feito por quem não entendeu.

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