quarta-feira, 27 de abril de 2016

Liberdade murcha


Como recuperar plantas murchas
Apesar de serem tomados todos os cuidados, as plantas acabam adoecendo, e quando a sua planta mostrar sinais que algo está errado com o seu desenvolvimento, e ficar murcha, é importante que você tome algumas atitudes para tentar recuperar a saúde, beleza e vigor de sua planta, como:
  • Com o auxilio de uma tesoura apropriada para a poda, corte todas as folhas e flores que estiverem murchas, ressecadas ou queimadas. Essa tesoura pode ser adquirida em qualquer loja de artigos para jardinagem ou em floriculturas;
  • Faça a limpeza do solo onde a sua planta está sendo cultivada, elimine todos os matos e ervas daninhas que cresceram (elimine os matos e ervas daninhas pela raiz para que não nasçam novamente) e limpe as folhas da planta com um pano ligeiramente húmido;
  • Depois de realizar a limpeza das folhas, chega o momento de dar água a planta. Porém não é simplesmente colocar água na planta, o ideal é que seja colocada uma mistura de água com vitaminas para cada tipo de planta, desta maneira a sua planta voltará a ficar bonita e vigorosa com maior velocidade. Não se esqueça que a água tirada direto da torneira tem alta concentração de cloro, o que pode ser prejudicial para plantas mais sensíveis, por isso, é sugerido que essa mistura seja feita com água filtrada.
(Uma dica do site brasileiro culturamix.com)

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Este é o meu contributo para a recuperação dos valores de Abril. É preciso revigorar o cravo, porque o que se passou anteontem, no dia 25 de abril de 2016, não foi Abril.

Vi gravatinhas e altos dignitários a abraçar-se, sorrindo, e eram os mesmos de sempre, com os DDT a rebolar-se por ali. Vi o presidente da Assembleia da República a saudar os «militares de Abril», dizendo-lhes que «esta é a vossa casa», mas, nas galerias, quem estava eram Otelo, o terrorista condenado, e Vasco Lourenço, o que queria correr à paulada o governo escolhido pela maioria do Povo. E estavam também os outros, os que em anos anteriores insultaram o Povo, recusando-se a participar nas comemorações - porque era «a Direita» que governava. A Liberdade de que eu gosto não é a mesma que eles veneram. A minha casa não é a casa deles!

Este ano, neste 25/4, senti-me, mais do que nunca, excluído desta Democracia podre. Porque, agora, Abril já é novamente Festa, mas temos que pensar e falar de acordo com determinados valores. Isto, num regime em que o primeiro-ministro manda SMS a ameaçar um jornalista, em que duvidar da bondade das políticas é motivo para nos chamarem traidores, em que um ministro promete bofetadas a quem discorda dele, em que um jornal se dá ao luxo de fazer um editorial a mandar calar um qualquer cidadão e em que nos entram em casa com uma declaração de impostos já preenchida.

Não sei se os conselhos do culturamix.com serão suficientes para reavivar o cravo. Ou melhor, ressuscitá-lo, porque Abril, aparentemente, morreu.


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