quarta-feira, 16 de março de 2016

O reverso da medalha

O atual governo, geringonço ou não, reverteu os processos de privatização dos transportes públicos urbanos do Porto e de Lisboa. Dizem-nos que havia ilegalidades e que não haverá custos para os contribuintes. Certo, todos acreditamos.

Confirma-se agora que, no caso da EGF (empresa de capitais públicos do setor dos resíduos sólidos urbanos), o governo (pelo menos a sua parte PS) não vê qualquer ilegalidade e a privatização concretizou-se.

Claro que, para além dos pretextos invocados, há diferenças entre os dois casos que explicam esta aparente contradição governamental.

No primeiro caso, o dos transportes, estamos em presença de empresas onde a concorrência funciona, pois há outras empresas a prestar serviços e os cidadãos têm alternativas. Além disso, servem apenas alguns privilegiados (nas áreas metropolitanas, entre os quais os milhares de trabalhadores e as dezenas de boys & girls que estas empresas públicas empregam).

Já no segundo, o dos RSU, estamos em presença de concessões quase eternas, monopolistas e que afetam todos os cidadãos em todo o país. Ah, e claro, a Mota-Engil fazia parte do consórcio que ganhou a privatização.

Uma geringonça.

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