segunda-feira, 21 de março de 2016

O filho de Saul



O filho de Saul, realizado pelo húngaro Lázló Nemes, é merecedor da nossa atenção. Há muita poesia naquela história dura, tão dura que nos confunde e horroriza. Pouco vemos dos martirizados no inferno daquele campo de concentração, e quando vemos é através dos olhos dos que vivem como mortos-vivos, hoje do lado dos verdugos, mas temendo ser as vítimas de amanhã.
As costas e o rosto do protagonista ocupam o primeiro plano durante metade do tempo, mas nem por isso perdemos de vista o mundo absurdo em que ele vive, e do qual escapa inventando (?) uma hipótese de humanidade.
Achei que podia ser um rosto desenhado por Enki Bilal, este do ator Géza Röhrig: impassível mas vulnerável.

O FILHO DE SAUL trailer from Midas Filmes on Vimeo.

2 comentários:

  1. A "Cold Song", do Purcell (cantada pelo A. Scholl?), ajuda imenso ao trailer.

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    1. Let me freeze again. É uma forma de ver este filme, que também nos gela. Não perca.

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