domingo, 20 de março de 2016

Nos anais da nossa História

Há um ano, o FC Porto chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol. Jogou contra o Bayern de Munique, e até ganhou o primeiro jogo, por 3-1 (depois fez um vergonhoso 1-6 na Alemanha, mas ninguém nos tira a alegria daquela vitória no Dragão, no Porto, em Portugal).
Este ano, num feito heroico de que não há memória, o Sport de Lisboa chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol. Vai jogar contra o Bayern de Munique, que agora é um colosso do futebol mundial. E, na linha de euforia nacional que a nossa imprensa adotou, temos finalmente um poeta, o filho do falecido político Lucas Pires, a elevar o feito, a dar-lhe os pergaminhos de nobreza que alguns energúmenos não estavam a reconhecer. Será, afinal, a alma dos países do sul contra a fria opressão nórdica, a mão dos justos, dos defensores dos pobres, contra a desumanidade dos ricos.
É certo que a eterna promessa das nossas letras escreve num jornal de futebol (O Jogo), mas as suas palavras ficarão nos anais da nossa História. E quando digo anais, acho que estou a dizer bem.



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