quinta-feira, 31 de março de 2016

Eu acredito na escrita

Imre Kertesz em 2006. Foto: Isolde Ohlbaum/Laif — Redux
«Mas eu acredito na escrita. Em mais nada, unicamente na escrita. O homem vive como um verme, mas escreve como os deuses. Antigamente, conheciam este segredo; hoje, está esquecido: o mundo compõe-se de pedaços estilhaçados, é desconexo, é um caos escuro, que tão-somente pela escrita se mantém à tona.»

Imre Kertész em Aniquilação (de 2003; edição portuguesa da Ulisseia, com tradução de Ernesto Rodrigues). Prémio Nobel da Literatura em 2002, este húngaro, que sobreviveu a um campo de concentração nazi, faleceu hoje, com 86 anos, em Budapeste.


 

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