segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A consciência e o romance

Claro que em ficção este é um método narrativo tão engenhoso ou artificial como escrever sobre uma personagem na terceira pessoa, mas com a virtude de criar uma ilusão de realidade, de impor ao leitor uma suspensão voluntária da descrença ao adotar os discursos de testemunha pessoal: a confissão, o diário, a autobiografia, as memórias, o depoimento.
[David Lodge, sobre a narrativa na primeira pessoa. In: A consciência e o romance - edição portuguesa ASA, 2009]
Ando a ler este fascinante ensaio e, embora não tenha a certeza de que, enquanto leitor, a minha perceção de um romance, um escritor - e até da própria leitura - nunca mais será a mesma, estou a gostar muito da linguagem clara, apesar do tema complexo.

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