segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Por uma unha negra

De uma entrevista ao (ex-) embaixador Francisco Seixas da Costa, no jornal i (edição de 5/6 dezembro):
P: Lembra-se onde estava, do antes e do depois? [Do 11 de setembro de 2001, atentados do World Trade Center.]
R: Na antevéspera dormi em Boston, no mesmo hotel que os terroristas, no The Westin. Por coincidência, estive dois dias em Boston e eles estavam nesse mesmo hotel, veio depois a saber-se.


Já na TV Guia, a capa destaca: «Malato conta como escapou aos atentados em Paris». Da leitura, entendemos que na noite dos atentados JC Malato estava em Portugal, mas que vai muitas vezes a Paris e costuma frequentar uma esplanada onde houve violência e mortos. E terá mesmo confidenciado que até já foi ao Bataclan assistir a concertos de Madonna e Tony Carreira.


Bem, mas o que importa é que estes dois portugueses ilustres escaparam de um destino horrível. Foi por uma unha negra, viram a morte à frente dos olhos, mas, felizmente, continuam aí para alegrar as nossas vidas.

3 comentários:

  1. Não corri o menor risco, pelo menos que eu tivesse dito. Os atentados foram em Nova Iorque, o hotel comum foi em Boston. Não escapei a destino nenhum, ou melhor, só me calhou em rifa, pelos vistos, alegrar vidas, o que nem nem é mau de todo, não acha?

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    1. E, se me permite, acrescento, em honra do apresentador de TV, que aqueles títulos bombásticos parecem mais ser da autoria dos editores do que terem sido realmente ditos.

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  2. Ups! Fui apanhado... mas há ali um paralelo que me ocorreu de imediato quando li a sua entrevista. Sim, porque eu leio as suas entrevistas, e outras coisas que escreve. Pode dizer-se que me alegra a vida, de certa forma. De uma forma diferente do Malato, certamente, mas isso é verdade.

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