domingo, 13 de dezembro de 2015

Mais dia, menos dia, mais grau...


A COP21, Conferência sobre  Alterações Climáticas, terminou, em Paris, no meio de muitas festinhas entre políticos e polegares para cima nos jornais e nas TV. Mas, lendo o tal documento que nos vai salvar, a coisa parece o editorial de hoje do Público: amanhã ou depois, ou talvez no fim de um século qualquer, logo se verá... O tom decidido com que se fala do grau e meio são como a precisão bacoca das 18h26 a estampar-se no 12 de novembro: não foi ontem, mas há um mês.


Entretanto, nada do que é realmente importante vai mudar. Os seis mil milhões de pobres e «emergentes» precisam de comer, e se quiserem comer como a minoria privilegiada, a que está disposta a quase nada (direitos adquiridos são direitos adquiridos!), lá se vai o gelo da Gronelândia...

Quanto à tal minoria (os habitantes de Paris, Copenhaga, Los Angeles, Bragança ou Tóquio), continuará a refastelar-se com carne e fruta dos antípodas: de tão viajadas que são até parece que sabem melhor.



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