terça-feira, 6 de outubro de 2015

A Nova Esquerda portuguesa

A Nova Esquerda portuguesa é muito feia, e aposto que os portugueses não gostam dela, por muitos olhinhos que façam as moças do Bloco. Pegando nas palavras da Nova Esquerda, quase 95% dos portugueses (os que votaram noutros partidos e os abstencionistas) recusaram as propostas do Bloco de Esquerda. Mesmo que adicionemos os votantes do Partido Comunista, os resultados são claros: praticamente 90% dos portugueses não alinharam com a redenção que estes movimentos políticos nos propõem. Que, disto, eles leiam uma qualquer legitimidade para governar, é um espanto. Que sintam que o voto no Partido Socialista é próximo do voto em qualquer um deles, é um insulto à nossa inteligência.

A Nova Esquerda é feia porque tem a arrogância criminosa dos que não aceitam a diferença. Está para Portugal como os movimentos neofascistas e neonazis estão para outras democracias europeias. São o resquício nacionalista que julgávamos ultrapassado - e basta ler os respetivos programas ou manifestos eleitorais para reparar nisso.

A Nova Esquerda veste-se de sofisticação e ideias nobres, embora o seu maior gosto seja dizer dos outros (os neoliberais, os porcos capitalistas, os abjetos e servis escravos das potências estrangeiras) que são incultos, grunhos, primários. Mas, como a todos os crápulas, o verniz cai depressa, e logo vemos o que ali está por baixo: pequenos ditadores impotentes, que se sentem superiores, que insultam, espumam raiva e são contra.

Dois recortes no Público de hoje mostram-nos quem são os representantes e eleitores dessa Nova Esquerda. Do Público, sim, porque este jornal está transformado num refúgio deste tipo de gente. Gente como o Senhor Emanuel Caetano, cidadão anónimo de Ermesinde, ou o senhor José Malheiros, ex-candidato, obviamente não eleito, ao parlamento. Hoje são eles, mas não diferem muito do senhor Pacheco Pereira, o intelectual bem-pensante, que leremos ou escutaremos um destes dias. Cada um para o seu público, Caetano, Pereira ou Malheiros são apenas gente que odeia.



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