terça-feira, 25 de agosto de 2015

Recortes do Portugal Profundo 1

Sirvo-me da leitura do Público de hoje para ilustrar alguns aspetos do país miserável em que vivemos. Acho que, mais do que o regionalista e provinciano JN, do que o popularucho CM ou do que o pseudo-sério DN, é o Público que, hoje em dia, melhor representa o Portugal profundo e bacoco, armado em intelectual cosmopolita e com aquela visão arrogante do mundo que nos marca. O Portugal do melhor queijo do mundo às melhores cidades para viver.

Episódio 1: um país de crentes

Vai ser hoje inaugurado, em Bragança, o Brigantia Ecopark, um parque tecnológico construído para projetos inovadores na área ambiental. Sobre este projeto, o senhor presidente do Município falou com voz grossa.

Naturalmente, quando se gastam quase dez milhões de euros de dinheiro público num projeto, convém ter algum entusiasmo, mas também a certeza da sua utilidade e viabilidade. Em Portugal, a isto chama-se acreditar «piamente», certamente com base em pressupostos devidamente ponderados - creio que na inauguração até estava o senhor bispo de Bragança, o que nos dá algumas garantias de sucesso.

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