quarta-feira, 19 de agosto de 2015

De Paul Gauguin, um quase-sonho

Paul Gauguin, 1894: Paysannes Bretonnes
I have a dream.

Percorro os campos da Bretanha, ou talvez do Alto Tâmega, não sei bem, é tudo pouco nítido - estarei em Carvalhelhos ou em Pont-Aven? Vou de bicicleta, e sobressalto-me, em cada curva e em cada lomba, com a velocidade vertiginosa.

Grito às camponesas, jovens e roliças: «Mesdemoiselles, je suis Paul Gauguin! Déshabillez-vous, je veux vous peindre!»

Estou um pouco histérico.

Elas não me compreendem, são pouco instruídas. E, afinal, talvez não sejam tão jovens assim. Confundem-me com Nadir Afonso e dizem-me, rindo: «Ó arquiteto, nem que fosses o Van Goghain te dávamos ouvidos!»

Despisto-me e acordo. Preciso, urgentemente, de um Kompensan.


5 comentários:

  1. E para aumentar a confusão: sabia que Gauguin era do signo do Gémeos?
    Bom dia!

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    1. Também conhecido pelo signo de Génios.

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    2. Refiro-me, naturalmente, a Pascal, Velázquez, Dante, Pessoa, Garcia Llorca, Lloyd Wright, Sartre, Rushdie, Conan Doyle, Mann&Moore, Yeats, Whitman, Cassini, de sade, eu próprio e Donald Trump.

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    3. Já agora, deixe-me acrescentar D. Manuel I, Auden e o assassinado Kenedy para compensar o republicano atoleimado, que nunca fica bem no retrato...

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    4. E tantos outros... Uma das vantagens deste signo é que se pode sempre contar a dobrar, e para cada Nóvoa há também uma Belém.

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