terça-feira, 14 de julho de 2015

Rude


Em primeiro plano, as batatas. São feias, carregadas de terra e cheias de imperfeições. É porque são novinhas, quase acabadas de sair do solo. Lembram-me uma palavra que os moços da minha terra usavam quando queriam elogiar alguma coisa pela sua originalidade ou interesse: rude! Certo, a palavra não tem esse sentido positivo, mas vinha daí o encanto que eu lhe encontrava.

Atrás, desgrenhados, os verdes feijões já cortados pelo meu desfibrador de vagens. Adquiri-o, por dois euros, na Casa de Guimarães, ali na Rua Brito Capelo, e considero-o a melhor compra que fiz na última década.

Avancemos. O conjunto é atraente, na riqueza das cores e (acreditem) dos aromas. Falta o peixe, para tudo se juntar na panela, onde a água já fervilha.


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