sexta-feira, 3 de julho de 2015

Newropa 1/3

Uma Eutopia*

O Velha Europa, mais uma vez, está a implodir. Sou otimista: nada de novo na frente leste. Toda a gente perdeu o juízo e é preciso o tal murro na mesa. E alguém que diga, como aquele que participava na sua primeira orgia: "malta, organizem-se!"
A minha proposta para a Nova Europa é que ela seja (re) construída em três anos, através de um processo participado por todos os cidadãos, mas que respeite também as instituições que são, de uma forma geral, reconhecidas como as mais legítimas (os Estados). Para efeitos de democracia, esqueçam-se (eliminem-se, até) a Comissão e o Parlamento europeus. Que fique o Conselho para coordenar o processo.
Para fazer renascer esta Europa não é preciso haver cinzas - que não se queime a Grécia, nem nenhum outro Povo ou País.


Não sei, nem interessa, "que Europa" eu quero ou "que Europa" resultará. O importante é o processo. A construção. Só assim o edifício futuro será estável e confortável.

(Continua)

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* No dicionário Priberam, eutopia é definido como um termo da medicina (= localização normal de um órgão), mas também como "espaço exterior materializado, percecionado como suscetível de realizar os valores e aspirações locais". Um quase-sinónimo de utopia.
ua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/eutopia [consultado em 03-07-2015].
eu·to·pi·a
(grego eu, bem + grego topos, lugar + -ia)

substantivo feminino

1. Espaço exterior materializado, percepcionado como susceptível de realizar os valores e aspirações locais.

2. [Medicina]  Localização normal de um órgão.ECTOPIA, DISTOPIA

"eutopia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/eutopia [consultado em 03-07-2015].

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