segunda-feira, 6 de julho de 2015

Não!

Este «não!» é sobre a Grécia, mas não é um comentário ao resultado do referendo. É, apenas, o espanto e o lamento pela demissão do ministro Varoufakis.
Parece-me uma decisão um bocado cobardolas, na situação atual, mas o homem lá terá as suas razões. E, não tenhamos dúvidas, no mundo de hoje, feito de fugazes estrelas mediáticas, não vai desaparecer de cena.

AFP/Getty Images
No momento da quase despedida, muitos já recordam com saudade a sua figura, os seus gestos, as suas palavras. Eu próprio quero citar (via Observador) a frase que melhor lhe fica, por resumir muito do essencial do «caso grego»:
«Não será tempo de termos um acordo que não se baseie em projeções de sustentabilidade da dívida que fazem as pessoas rir?»
3 de julho de 2015.
Eu disse «caso grego»? Mas esta é, afinal, a desgraça da Europa, de toda a Europa: viver hoje e pagar daqui a quarenta anos. E todos os dias pagar a dívida com mais dívida, cada vez mais cara, cada vez mais absurda. E se isso não é viver acima das nossas possibilidades, não sei o que será.



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