sexta-feira, 24 de julho de 2015

... e não vícios.

Há dois anos, o Linguado, o meu alter ego, confessava-se viciado «nas paisagens rurais francesas, nas transmissões televisivas do Tour e nas crónicas de Ferreira Fernandes». E assim continua.
Mas hoje venho destacar outro vício, a leitura regular do Arpose, e em especial as citações a par e passo da obra de Paul Valéry. Não sou leitor/conhecedor da obra deste francês, mas agrada-me consumi-lo aos bocadinhos, e até já o referi aqui, a propósito do filme "As asas do vento", que abre e fecha com uma frase de Valéry: «Le vent se lève! ... Il faut tenter de vivre!»


Ora, estava a preparar-me para ver (em diferido, trabalho oblige!) a etapa de hoje do Tour2015 no Eurosport (a de ontem foi fantástica, a de hoje nem tanto), quando li esta crónica de Paulo Tunhas, no Observador.

... «Admito que ler Valéry e ver a Volta à França não entrem facilmente na mesma categoria. Mas há, apesar de tudo, algo em comum. Nos dois casos, estamos no plano das operações honestas: as do puro exercício do corpo e as do puro exercício da mente. Não há confusões. E ganha aquele que executa as operações mais eficazes para a solução dos problemas que se propôs resolver.» ...

Ora bem.


1 comentário:

  1. Começo por lhe agradecer as preferências.
    Teoricamente, considero com admiração quem exerça com competência o seu "métier". À partida, seja Alves Barbosa, seja Valéry merecem-me respeito. Char e/ou Joaquim Agostinho deram o seu melhor, no caminho para a perfeição. São dos melhores exemplos humanos.
    Depois, claro, há os gostos de cada um.
    Um bom fim-de-semana!

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