terça-feira, 14 de julho de 2015

A náusea

Hoje, no Público, há dois artigos de opinião que vêm lá do Portugal do fundo, o que se julga profundo mas é apenas imundo.

José Vítor Malheiros, vomita ódio a tudo o que é alemão, a todos os alemães, a toda a Alemanha, de ontem, de hoje e de amanhã. "A Alemanha não consegue viver entre pares porque se sente superior aos seus pares e não percebe por que raio deve respeitar os inferiores". Malheiros finge ignorar que a Alemanha queria, como muitos de nós, que a Grécia abandonasse a moeda comum, como aliás sugerem os economistas americanos laureados, mantendo-se de pleno direito na União. Quem obrigou ao acordo humilhante, e teve uma grande vitória, foi o socialista Hollande, como ele próprio e o PS bem apregoam. Um nojo, esta xenofobia cega de Malheiros. Nunca conseguirei expressar o que penso sobre o que este homem escreve. E não resisto a citar a sua apresentação como candidato a deputado do Livre/Tempo de Avançar: "Estudei engenharia electrotécnica no Instituto Superior Técnico mas interrompi o curso quando percebi que, se ficasse, sairia de lá engenheiro".


Raquel Henriques da Silva, uma pitoresca figura que de vez em quando por ali aparece, mostra-nos bem o que a corte lisboeta pensa do país. Há uns quadros que devem ficar no Museu do Chiado, porque sim. Se são propriedade, até 2027, da Fundação de Serralves, isso é um pormenor insignificante para esta brava intelectual (que até vai retaliar, faltando à inauguração do Chiado): Serralves era bom quando tinha uma administração prenhe de "cordialidade"; agora, não passa de "museu alheio" (palavras da senhora). A pilhagem, portanto, é mais do que justa - como sempre foi neste país.

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