terça-feira, 16 de junho de 2015

Não me tapem o olho

Ainda devia estar a rir-me com esta parte da crónica de Rui Tavares (o do Bloco de Esquerda, ou melhor, do Livre, quer dizer, do Tempo de Avançar) no Público de hoje, que li durante uma fastidiosa viagem de comboio entre Lisboa e o Porto. Foi, ali pelos lados de Espinho, um momento de alguma leveza.


Infelizmente, lembrei-me que o homem vai ser secretário de Estado de qualquer coisa, e passou-me a vontade de galhofar.

Sobre a minha participação no projeto coletivo,  que normalmente é feita em (muitos) euros, recordo uma das últimas viagens que fiz na TAP, entre um país africano lusófono e o "hub" da Bobadela.

O voo era longo e convidava ao visionamento de um filme. Havia em várias línguas, incluindo o português, em versão dublada por brasileiros de Minas Gerais.
Veio depois o serviço de jantar. O hospedeira perguntou se queria cáarn' ó pâich'. Lá entendi, e escolhi o pâich' (a cáarn' era frango). Serviram-me uma excelente moqueca.
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Em paz, feliz por participar naquele projeto coletivo e por voar nas asas da nossa bandeira, dormitei, a pensar "mas porque é que têm estas pâachairas de Chelas a atender-nos, e não um broto de Copacabana, mais genuinamente portuguesa?"

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